Análise situacional da pesquisa Respostas Indígenas à COVID-19: arranjos sociais e saúde global

por Adriana Athila, Tatiane Klein, Odilon Morais, Spensy Pimentel, Amanda Horta, Bruno Marques, José Miguel Olivar e Maria Paula Prates
31 Janeiro 2021
Analise Situacional

     O ano de 2020 termina com pelo menos 161 dos 305 povos indígenas brasileiros atingidos pela COVID-19. Até o dia 13 de janeiro de 2021, ao menos 45 mil indígenas foram infectados, com 920 mortes, segundo dados reunidos pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). Os casos ocorrem de um extremo a outro do país, em situações sociais e territoriais das mais diversas – desde terras de difícil acesso na Amazônia, onde há comunidades em isolamento voluntário, até acampamentos precários em beira de estrada na região Sul, aguardando regularização fundiária. Sob uma perspectiva geral, o curso da pandemia entre indígenas tem articulado e, por vezes, confrontado uma heterogeneidade de atores, instituições de pesquisa, entidades governamentais e da sociedade civil, com destaque para modalidades variadas de movimentos de comunidades indígenas e povos, com expressão nacional, regional ou local e diferentes estratégias políticas – desde a presença formal em espaços de participação cidadã ou dos poderes constituídos até associações comunitárias ou movimentos de luta pela terra –, alguns deles alvo de tentativas de criminalização.

     Buscando sedimentar uma imagem-síntese dos movimentos dessa miríade de atores indígenas e não indígenas, esta análise apresenta quatro recortes produzidos a partir do levantamento, sistematização e exame de materiais de diferentes fontes. Os dados permitem observar os tipos de respostas à pandemia construídas aldeia a aldeia, povo a povo, região a região, bem como identificar recorrências e desafios comuns. Para tanto, o texto a seguir se estrutura em torno de ações: das organizações indígenas e indigenistas, dos pesquisadores e instituições de ensino superior e, por fim, dos órgãos estatais responsáveis pela execução da política indigenista oficial.

A análise situacional completa está disponível aqui.

Revisada e editorada por Spensy Pimentel e Daniela Perutti